Conheça o autor de Meia de Brechó e Akaman
Conheça o autor de Meia de Brechó e Akaman

Publicado em 06/10/2020 às 17h06

A Fliptru é mais do que um site onde se publicam quadrinhos online, é uma comunidade de pessoas que amam o que fazem! Por isso gostamos de trazer um pouco mais de cada pessoa da nossa comunidade através de entrevistas.

Já falamos com cinco pessoas até hoje:

Agora é a hora de sabermos mais sobre o autor de duas séries que arrebentaram em engajamento da comunidade aqui na Fliptru: AKAMAN e Meia de Brechó!

Vamos falar com Johnny Silva também conhecido como @Johnny_Silva na comunidade.

Sem mais enrolação, vamos logo para a entrevista!

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1. Nos conte quem é você? Quantos anos tem, de que cidade é, o que faz da vida e o que mais valha a pena compartilhar com a comunidade Fliptru!

Bom, meu nome é Jones, Johnny é um apelido que adotei como nome artístico. Tenho 32 anos, sou paulistano e trabalho como freelancer e ocasionalmente em empregos convencionais, quando necessário.

2. Como começou a sua relação com histórias em quadrinhos? E quando você decidiu que queria contar histórias através da nona arte?

Quadrinhos sempre foi algo que esteve a minha disposição na infância, eu lia bastante Turma da Mônica, quadrinhos Disney e alguns super heróis, como Superboy e Homem Aranha.

A vontade (de criar quadrinhos) veio por conta de videogame, outra mídia que também eu sempre tive acesso.

Foi aí que comecei meio que no instinto fazer fanfics em quadrinhos de jogos de que eu gostava como River City Rason e Sonic.

Virou um objetivo de vida meu, trabalhar na Archie Comics como desenhista do Sonic uma época (risos).

Nesse meio tempo comecei-a freqüentar oficinas de quadrinhos no centro cultural de Diadema, onde tive a sorte de conhecer o Gau Ferreira, um professor e um ser humano incrível que expandiu a minha visão sobre a arte seqüencial.

Fiz quadrinhos na zona de Sampas com outros professores, freqüentemente ia em palestras de autores, li muitas obras e livros teóricos sobre o assunto.

3. Por que você decidiu publicar seus quadrinhos online? E como conheceu a Fliptru?

Em 2013 eu fazia parte de um coletivo com uns amigos de oficina de quadrinhos e publicar online era o meio mais fácil de expor nossos trabalhos e produzir com mais freqüência. O que gerou ao longo do tempo algumas publicações de fanzines.

Uma coisa leva a outra, hoje felizmente é mais acessível pra todos produzir e consumir quadrinhos.

Conheci a Fliptru buscando quadrinhos online pra ler.

Eu estava prestes a começar a desenhar o Meia de Brechó e a plataforma me chamou a atenção. Como já tinha terminado Akaman pensei em publicar aqui pra ver o que aconteceria.

4. Como surgiu a ideia para suas principais histórias: Akaman e Meia de Brechó?

Akaman veio de outra paixão minha que é o tokusatsu, sou totalmente devoto a esse tipo de seriado e eu já tinha em mente que gostaria de criar histórias em quadrinhos com os elementos dessas séries.

De início Akaman era pra ser focado em parodiar Kamen Rider e outros heróis, mas fui vendo que poderia tratar a obra com mais seriedade e criar algo mais autêntico e que não fugisse dos clichês.

Levei bastante tempo até chegar no conceito final da obra.

Já a idéia pra  Meia de Brechó veio em 2015.

Eu estava em um processo de descobrir que tipo de história que eu queria contar em paralelo a Akaman.

Eu queria seguir uma linha de histórias de amor que dão muito errado como um antigo quadrinho meu, “Nunca será sua” que só duas pessoas leram (risos).

Essa HQ contava o drama de um jovem apaixonado que, por mais que se esforçasse, não conseguiria conquistar sua amiga.

Meia de Brechó foi feita nessa vibe.

Daí fui fazendo outras histórias soltas, conclui Akaman e já me sentia pronto pra retomar o esse projeto.

Só que relendo o que eu tinha feito até então acabei não gostando.

Foi aí que comecei a lembrar de coisas pessoais e de histórias de conhecidos e fui anotando.

Um fato muito particular me deu o estalo que precisava, o elemento chave da obra, que é a meia.

Pois uns anos antes eu tinha terminado um namoro e a garota tinha esquecido seu par de meias aqui em casa.

Isso meio que serviu como base pra história até certo ponto, o resto fui desenvolvendo enquanto escrevia. Sempre tendo referências reais e exercícios de pensar como o personagem agiria baseando-se na personalidade dele.

5. Essas duas séries tiveram uma boa resposta do público da comunidade. Como você se sentiu tendo esse engajamento em duas séries seguidas na plataforma?

Foi uma surpresa.

Eu sempre olho de uma forma mais crítica pro que faço. Sempre pensando em como poderia ser melhor.

Me surpreendeu muito ver como essas obras foram recebidas.

Honestamente eu ainda não me acostumei com isso, mas me deixa feliz e muito satisfeito, pois é algo que eu faço com muita vontade.

Saber que minhas histórias inspiram outras pessoas e receber fanarts me faz acreditar que eu to no caminho certo.

6. Como é o seu processo criativo? Como anota as ideias, escreve os roteiros, quais materiais gosta de usar e etc.

Minhas idéias vêm em momentos em que eu me desligo do projeto, quando eu estou conversando com amigos, jogando vídeo game e ouvindo música.

Nessas horas eu paro e anoto em um caderno ou no celular mesmo.

Sobre materiais, eu gosto de trabalhar ainda de forma tradicional, no papel com tinta nanquim e tal. Mas flerto com o digital pela praticidade, mas ainda não me sinto 100% a vontade.

7. Pra você, qual o maior desafio para quem cria quadrinhos atualmente?

Acredito que seja estabelecer um público e mantê-lo.

Estamos numa época em que as novidades vêm a toda hora e o que era legal ontem hoje já é datado.

O que me faz pensar que o autor hoje em dia perde um pouco da autenticidade, porque deixamos de contar a história que queremos pra fazer o que o público pede.

Isso, ao meu ver, limita demais quem faz quadrinhos.

8. Qual seu maior sonho como quadrinista?

Continuar produzindo, independente se vai dar certo ou não.

Acima de tudo fazer quadrinhos ainda é pra mim uma forma de me divertir e eu quero conseguir levar isso pro resto da minha vida.

Se der certo, legal! Mas se não, ok.

Vida que segue.

9. Quais são seus planos para o futuro aqui na comunidade?

Pretendo continuar compartilhando futuras obras aqui na comunidade.

As pessoas aqui são legais, tem autores incríveis aqui que de certa forma me inspiram

Tem sido uma experiência boa fazer parte disso.

10. Deixe uma mensagem para os seus leitores e leitoras aqui na Fliptru! =)

Acreditem nas suas idéias e trabalhem duro.

Pé no chão, fazer quadrinhos é trabalhoso e frustra muito não ter um feedback do que você tá produzindo ou receber críticas negativas, mas é assim mesmo.

Já me disseram uma vez, chorar no Twitter não vai fazer ninguém ler seu trabalho. E já dizia Kratos, "sem desculpas, só melhore". 

Se é o que você realmente quer fazer, insista, estude e valorize as pequenas conquistas.

Eu noto que muitos desistem por pouco, por coisa boba.

Sei lá, ninguém começa no topo e produzir quadrinhos não é um torneio de quem é o melhor.

Cada trabalho é único por isso é divertido compartilhar.

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Agradecemos muito a participação do Johnny aqui no nosso blog e ficamos muito felizes em entrevistar e divulgar os membros da nossa comunidade de quadrinistas.

Queremos continuar fazendo mais entrevistas como essa, então deixe um comentário sugerindo quem será nosso próximo entrevistado ou entrevistada aqui no blog da Fliptru.

Até a próxima publicação!

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